sábado, 21 de maio de 2011

Confira 15 dicas para elaborar um currículo.

Para que o currículo não seja a primeira e última impressão do candidato passada para a empresa, o profissional deve estar atento a alguns pontos para tentar chamar a atenção, sobretudo se a vaga desejada for muito concorrida. Contudo, muita informação pode acabar atrapalhando. Confira 15 dicas levantas junto a especialistas em recursos humanos para elaborar seu currículo.

1 Seja objetivo
Por mais que possa parecer óbvio, ter objetividade é indispensável para que o selecionador possa identificar rapidamente os candidatos que se encaixam na vaga disponível. Mesmo que o profissional seja capacitado para múltiplas funções, é preciso elaborar um currículo específico para a vaga desejada. “O que é melhor, um curso de como fazer risotos ou um curso de Word? Depende do cargo desejado”, diz Marcelo Abrileri, presidente da empresa especializada em recolocação Curriculum. “Quem vai ler o currículo tem um foco. Se não é o que está buscando, não vai ler”, acrescenta a consultora de RH do Grupo Soma Desenvolvimento Corporativo Jane Souza.


2 Uma página é o ideal; duas no máximo
Não há um número de páginas correto para o currículo, porém, de acordo com Abrileri, não deve ter mais de duas. O tamanho deve acompanhar o número de informações necessárias para a vaga. No entanto, caso o profissional tenha as competências requeridas pela organização e conseguir incluí-las em apenas uma página, melhor.


3 Os dados pessoais: apenas nome, idade, estado civil e contatos
Não há necessidade de incluir número de documentos como RG, CPF ou título de eleitor. Essas informações são importantes caso o candidato seja contratado, ou seja, após a fase de seleção. Informar os contatos essenciais e mantê-los atualizados é indispensável.


4 Colocar foto apenas se for importante para a vaga
Segundo o presidente da Curriculum, para incluir uma foto no currículo, o profissional deve pensar antes em três questões: a aparência é importante para o cargo? É uma foto bem tirada? A pessoa está bem na foto? “Se a resposta for sim para as três perguntas, então coloque a foto. Se for não para qualquer uma delas, não coloque”, disse Abrileri.


5 Não há necessidade de informar características pessoais
Muitos currículos trazem o item características pessoais, no qual incluem as qualidades como facilidade de integração, competência para trabalho em equipe, disposição. A empresa, porém, irá checar as informações em uma entrevista posteriormente, o que torna desnecessária a presença delas. Caso o candidato opte por incluir, deve se preocupar em não deixar palavras escritas isoladamente, sem sentido. “Precisa ter cuidado para não se tornar uma coisa muito vaga”, afirmou Jane.


6 Para informar a escolaridade, basta o último nível atingido
Se o profissional estiver cursando uma faculdade, não é preciso dizer que tem o 1º ou o 2º grau completo, essa informação está subentendida. Caso tenha interrompido o ensino superior, vale incluir. “Mesmo se parou a faculdade é importante colocar, porque mostra que a pessoa foi buscar algo, mas não precisa colocar o motivo (de ter parado)”, alertou Jane, acrescentando isso será tratado na entrevista.


7 Experiências profissionais devem conter apenas o nome da empresa, cargo e período
Essas três informações não podem faltar e são suficientes. Se o candidato quiser incluir as responsabilidades que teve em seus outros empregos, deve ser sucinto, pois isso será tratado na entrevista. Há currículos que têm informações sobre o porte da empresa, o que pode ser importante, dependendo da vaga. “Eu posso querer contratar alguém que trabalhou em uma empresa pequena para desenvolver o profissional”, afirmou Jane.


8 Não supervalorizar os níveis de conhecimento em línguas e informática
Nas seleções em que conhecimentos em inglês e/ou informática são necessários, há, normalmente, a realização de um teste posteriormente. Nesse caso, se o candidato que tem inglês básico coloca intermediário, pode correr o risco de ser testado e não obter desempenho desejado. Por isso, é importante ser honesto nas informações, o que leva à próxima dica.


9 Não mentir em hipótese alguma, mas, se necessário, omitir
Colocar informações falsas ou alterá-las, como no caso das competências em línguas, pode, ao invés de beneficiar o profissional, prejudicá-lo. “Se a pessoa faz isso com currículo, entende-se que fará em outras oportunidades”, alertou Jane. No entanto, Abrileri afirmou que omitir algumas informações pode evitar problemas. “Se tem algo que você tem vergonha, não fale. Se o seu conhecimento de inglês é básico, não coloque.”


10 Evitar erros de português
Mesmo que a vaga desejada não exija conhecimentos da língua portuguesa, os erros devem sempre ser evitados. “Qualquer currículo com erro de português desanima qualquer um”, alertou Abrileri. Segundo ele, caso haja dificuldades com a língua, deve-se pedir ajuda para alguém que saiba antes de enviar o currículo.


11 Caso o candidato seja portador de deficiência, deve incluir essa informação
Incluir no currículo que é portador de deficiência pode ser benéfico para o profissional. “Há hoje uma escassez de mão de obra de pessoa com deficiência”, disse Abrileri, acrescentando que as necessidades do profissional para trabalhar devem também estar presentes, porque a empresa tem que estar preparada.


12 Mesmo quem nunca trabalhou sempre tem o que incluir no currículo
Para aqueles que estão no começo de sua vida profissional, o currículo deve conter estágios, experiências obtidas na faculdade, trabalhos voluntários e cursos. “Sempre tem o que incluir”, disse Jane. “Vai ter momentos em que a empresa vai querer o profissional sem nenhuma experiência, e quem tem, perde”, disse Abrileri. “É preciso apenas buscar uma empresa que esteja de acordo com o perfil profissional”, destacou.


13 Cores e formatos diferentes são permitidos, desde que haja bom senso
Alguns profissionais tentam chamar a atenção pela estética do currículo, construindo-o com cores e formatos diferentes dos usuais. Para a consultora Jane Souza, antes de pensar na cor, o currículo deve ser organizado e objetivo. “Não há problema em utilizar (cores), mas deve ser limpo. O importante é ser organizado. Sendo assim, pode ser verde, amarelo...”, afirmou. Já o presidente da Curriculum aconselha os profissionais a começarem com uma estrutura padrão, “bastante funcional”: nome centralizado; abaixo, em uma fonte menor, dados de contato; em seguida, em uma fonte maior que a do nome, o objetivo profissional; e depois o currículo. “O que o candidato busca é mais importante que o nome”, disse ele.


14 Incluir o último salário depende do cargo e do candidato
Quem opta por incluir o valor do último salário recebido, pode, mais do que ajudar a empresa na hora de selecionar os candidatos, ajudar a si próprio. Porém, há o risco de a empresa não chamar o candidato, caso o salário do cargo disponível seja menor que o informado. “Se você for focado em salário, diga (o valor) para não perder tempo, se não, coloque ‘a combinar’”, afirmou Abrileri, acrescentando que não há problema em não colocar o item.


15 Ter currículos e perfis na internet com cuidado
Ter currículos e perfis em redes sociais é importante, até porque algumas empresas pesquisam informações do candidato na internet antes de chamá-lo à entrevista. No entanto, devem-se evitar informações que prejudiquem a imagem do profissional. “Tem que ter bom senso. Fotos pertinentes à área profissional, contatos... Pode descrever com mais detalhes as experiências profissionais, mas sem abusos”, alertou Jane.


Fonte:Link http://www.gruposoma.net/Confira-15-dicas-para-elaborar-um-curriculo?utm_source=getresponse&utm_medium=email&utm_campaign=gruposoma&utm_content=Confira+15+dicas+para+elaborar+um+curr%C3%ADculo

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Música do meu dia: Led Zeppelin - Stairway To Heaven_Live(Tradução) - OFFICIAL

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vinho é grande aliado no processo digestivo

"Vinho e comida foram feitos um para o outro", define o cardiologista Jairo Monson de Souza Filho. O médico, que há 20 anos estuda os efeitos da bebida na saúde humana, garante que este é o líquido mais favorável à digestão. "Isso, claro, se não houver qualquer contra indicação ao seu consumo", ressalta. O especialista afirma que para melhor usufruir de seus benefícios, ele deve ser tomado moderadamente durante as refeições.

"Quando se ingere a bebida junto aos alimentos, diminui-se muito o volume de radicais livres na circulação sanguínea durante a digestão. E é justamente neste período que a quantidade de gorduras circulantes é maior. Com isso, há menos chance delas serem oxidadas pelos radicais livres, que acarretaria na formação e deposição de placas de gorduras nas paredes dos vasos sanguíneos", explica Filho.

Vinho é grande aliado no processo digestivo - Foto: Getty Images

Sobre a dose diária de vinho recomendada, o cardiologista destaca que a grande preocupação é por conta do volume de álcool. "Uma quantidade acima do que o organismo consegue metabolizar pode causar dano orgânico", diz. No entanto, a metabolização do álcool é individual e depende de fatores diversos, como gênero, peso corporal, e, mais especificamente, peso do fígado e a quantidade de enzimas necessárias para este processo.

Para a maioria dos homens seria seguro beber até 30 gramas de álcool (o equivalente a 300 ml de vinho a 12,5 ºGL) por dia e para as mulheres, 20 gramas (o equivalente a 200 ml de vinho a 12,5ºGL), sugere o médico.

De acordo com o especialista, não há um tipo de vinho que seja mais eficaz para o processo digestivo. No entanto, o gás carbônico presente nos espumantes aumenta a produção de suco gástrico, o que é amplamente favorável para a digestão.

Conheça os benefícios do consumo do vinho durante as refeições - Foto: Getty Images

Processo digestivo
O especialista afirma que substâncias encontradas no vinho facilitam a digestão de inúmeras maneiras, como:
- Diminuindo os movimentos peristálticos do intestino delgado e do intestino grosso, aumentando, consequentemente, a permanência dos alimentos no tubo digestivo e dando mais tempo para as enzimas os processarem.

- Estimulando a vesícula biliar a descarregar uma quantidade maior de bile no início do intestino delgado, facilitando a digestão das gorduras.

- Melhorando a digestão dos açúcares, ampliando a sensibilidade dos tecidos à insulina.

Doenças
Segundo o cardiologista, algumas das doenças do sistema digestivo que podem ser evitada com o consumo de vinho são:
- Úlcera nervosa: os polifenóis do vinho protegem esse tipo de agressão ao estômago por bloquear duas enzimas: as histidinacarboxilase e a hialuronidase.

- Esofagite de refluxo: uma suplementação de antioxidantes garantida pela bebida pode ajudar tanto no tratamento como na prevenção da doença.

- Esôfago de Barret: uma condição clínica pré-cancerosa ativada pela proliferação de células Ciclo-oxigenase-2 (Cox-2). Os polifenóis do vinho são eficientes para impedir a proliferação destas células.

- Pedras nos rins: o ácido tartárico, encontrado na bebida, é capaz de desmanchar os cálculos de oxalato de cálcio das vias urinárias.

- Colesterol: a quercitina, presente no vinho, diminui a absorção de gorduras aumentando a sua eliminação nas fezes e diminuindo o nível de colesterol no sangue.


Fonte: http://www.minhavida.com.br/conteudo/12503-Vinho-e-grande-aliado-no-processo-digestivo.htm?utm_source=news_mv&utm_medium=alimentacao&utm_campaign=11_05_19

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como lidar com crises na vida a dois

Supere dificuldades no casamento de maneira construtiva e criativa



Feliz ou infelizmente, casamento e crise podem caminhar lado a lado. Não podemos manter um relacionamento duradouro se não enfrentamos as crises naturais que essa relação acarreta. Mas por que naturais? Não dá pra ter um relacionamento sem crises? Talvez alguém em algum lugar conheça um jeito, mas na minha opinião não, não dá. Relacionamento é uma coisa dinâmica, envolve duas pessoas - e as pessoas mudam constantemente. Então, as crises são decorrentes desses inúmeros momentos de mudança que a vida nos apresenta.

Não se diz que quando pensamos que encontramos todas as respostas a vida vem e muda as perguntas? Pois é, com casamento também é assim. Quando parece que encontramos uma fórmula, um jeito perfeito de nos relacionarmos com aquela pessoa com o mínimo de conflito, alguma coisa acontece pra chacoalhar a relação. Porém, a boa notícia é que é possível passar por esses momentos de maneira construtiva e criativa, sem ter que viver intenso sofrimento e dores intermináveis, mas com maturidade e equilíbrio. E o melhor é que a relação tende a sair dessas fases mais amadurecida, mais completa e mais feliz.

A importância do toque

Por mais que as famosas DRs (discussões da relação) sejam importantes, muitas vezes devemos deixar de lado os motivos de nossos conflitos com o marido ou a esposa e proporcionar momentos de contato físico, não necessariamente, nem exclusivamente, sexual.

Pequenas ações no dia-a-dia, como dançar abraçados, trocar massagens, pentear os cabelos, e esfregar as costas no banho, podem promover avanços quando horas de discussão seriam infrutíferas. Isso acontece porque quando conversamos estamos racionalizando, ou seja, trazendo razão para a troca. Mas o amor, a relação, tem que manter presente o componente da emoção também. Além disso, sabemos que "uma ação vale mais que mil palavras".

Ao fim de toda e qualquer discussão, o importante é a renovação do compromisso que aquele casal firmou em estar junto para o que der e vier. E para que a renovação aconteça, tudo que queremos saber é que amamos e somos amados pelo parceiro. E o amor que vale nessa hora é representado pela nossa atitude, ao invés de teorias e palavras.

Então confira abaixo algumas dicas que podemos colocar em prática quando sentimos que há uma tensão no ar, quando há problemas e decisões a serem tomadas, quando há insatisfação com alguma atitude ou falta de atitude do parceiro e quando há medo ou insegurança quanto ao nosso desejo ou do outro em manter a relação.

  • Encontre uma forma de ficarem a sós e coloque uma música gostosa e romântica para dançarem. Não puxe conversa, não tente resolver nem discutir nada. Apenas tire seu par para dançar. Deixem-se levar pela música, troquem afeto, carinho e calor. Se há algo importante pra ser resolvido, deixe para depois. Se você está magoado(a), esqueça o motivo por algum tempo. Se seu parceiro quer discutir, proponha a ele ou ela que deixe a conversa para outra hora. A música, o toque, o cheiro talvez lembrem vocês dois os motivos pelos quais em algum momento da vida escolheram ficar juntos.
  • Fazer massagens nos pés, nas mãos, pentear os cabelos uns dos outros, cortar unhas, enfim, cuidar um do outro é uma atitude de intimidade, de proximidade, que alivia as tensões e pode diluir mágoas e ressentimentos. Mas nunca proponha receber antes de dar. Proponha que o outro receba primeiro. Doe seu carinho, seu cuidado, seu afeto. Espere a resposta. Quando duas pessoas estão dispostas a fazer uma relação funcionar, dar certo, seguir adiante - e isso é fundamental para que um entendimento ocorra -, certamente o recebedor do afago e do cuidado se sentirá propenso a retribuir.
  • Prepare o velho e bom escalda pés. Quem é que não ficaria profundamente agradecido por receber um delicioso escalda pés ao chegar a casa após um estafante dia de trabalho? E não tem nada de complicado em preparar esse momento especial pra seu amor. Água quente, uns sais aromáticos, óleos essenciais ou simplesmente sal grosso farão maravilhas para promover relaxamento e descanso. Se há algo para ser resolvido, depois de um escalda pés isso será muito mais fácil.
  • Surpreenda sua cara metade. Planeje uma pequena viagem, compre ingressos pra um show ou peça teatral, reserve um restaurante diferente. Se há problemas financeiros, programe um passeio num parque. Faça algo que tire vocês dois da rotina.

Quando a conversa é realmente necessária

Embora as dicas acima possam ajudar a resolver uma boa parte dos conflitos presentes no dia-a-dia dos casamentos, há momentos em que não podemos escapar de uma boa conversa. E nessa hora alguns cuidados podem também ajudar a enfrentar as crises.

  • Se o problema é bem objetivo, relacionado a dinheiro, aquisições, dívidas ou trabalho, a conversa precisa ser objetiva. Tenha à mão lápis e papel, máquina de calcular, contas e o que mais for importante para que a conversa chegue a um resultado prático. Por exemplo, vocês podem definir quem arca com quais despesas, como vocês farão economia, onde ficará o dinheiro, quem assume a parcela do carro novo ou como vocês vão comprar uma casa. Coisas objetivas devem ser escritas. Quem é por natureza objetivo vai se sentir seguro e quem é por natureza subjetivo vai poder recorrer a um papel para se lembrar do que foi combinado.
  • Se o problema é de ordem emocional, relacionado à família do outro, relação com a sogra, ex-marido ou ex-mulher e filhos de um outro relacionamento, o cuidado deve ser redobrado. Procure não dizer nada do que possa se arrepender mais tarde e, para isso, pense antes de falar. Reflita: Quais são seus argumentos? Eles são lógicos ou estão baseados em mágoas? O que você tem a dizer pode ser dito de uma maneira que não magoe o outro? Nunca tenha essa conversa num momento em que esteja com raiva ou irritado. Mas também certifique-se de que não ficará com nada importante "entalado" na garganta. Você tem que descobrir uma maneira de falar ao parceiro tudo aquilo que é fundamental para você.
  • Se é um problema de ordem sexual, de ciúmes, de carência, algo ligado especificamente a vocês dois, vale ainda mais a dica anterior. Pense no que vai dizer, mas descubra uma maneira de expor tudo o que é importante para você. Prepare o encontro, mas tenha flexibilidade de não tocar no assunto (mesmo que tenha seu discurso preparado!) se naquele dia sua cara metade perdeu uma pessoa querida, foi despedido ou ficou preso num congestionamento recorde. Ou ainda se foi um dia "daqueles" para você. Se ocorrer no momento adequado, a conversa poderá surtir bons resultados.

Viver e resolver crises no casamento pode não ser uma tarefa fácil, mas difícil também não é. Uma boa dose de paciência, persistência e cuidado farão com que vocês sintam uma crise como mais uma pedrinha no caminho que foi contornada ou que passaram por cima.


Fonte: http://www.personare.com.br/revista/amor/materia/1443/como-lidar-com-crises-no-casamento

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Como ganhar na Bolsa sem perder a cabeça

Economista comportamental explica como evitar que as emoções acabem com os planos do investidor de ganhar na bolsa e poupar para a aposentadoria



Aversão à perda faz com que o investidor segure o papel além da conta

Imagine-se diante de um alimento que contenha 10% de gordura e outro que seja 90% livre dela. Se você for como a maioria das pessoas, não hesitará em optar pelo segundo, ainda que na prática eles contenham rigorosamente a mesma quantidade de gordura. Para especialistas em finanças comportamentais, esse tipo de comportamento norteia decisões de compra que vão da gôndola do supermercado ao mercado de ações.

Segundo o ganhador do prêmio Nobel de Economia de 2002, Daniel Kahneman, são duas as vias pelas quais opera a mente humana. De um lado, há o caminho reflexivo, analítico, que exige um esforço cognitivo. De outro, a intuição fornece julgamentos rápidos e sem nenhuma interferência do consciente.

Esses atalhos mentais são familiares e, por isso, acabam sendo acatados naturalmente. Deriva daí a ideia de que ser livre de gordura é muito mais vantajoso que contê-la – sejam quais forem as proporções aí envolvidas. Em estudo encomendado pela Allianz Global Investors, o economista comportamental Shlomo Benartzi, da Universidade da Califórnia, explica como esses “caminhos” podem atrapalhar as decisões dos investidores.

Segundo ele, no topo dos sentimentos que governam as intuições humanas, está a resposta hipernegativa à perda. “Falando psicologicamente, a dor de perder 100 dólares é aproximadamente duas vezes maior que o prazer de ganhar a mesma quantia”, escreve. Transposto para o mercado financeiro, esse temor explicaria porque as pessoas têm tendência de segurar ações que estão dando prejuízo por muito tempo, acreditando numa reviravolta improvável.

Do outro lado da moeda, uma tímida valorização já seria suficiente pra muita gente se desfazer dos papéis, inebriados pela gratificante sensação de colher algum lucro. “O erro está em não olhar o portfólio como um todo. Os investidores analisam cada ação separadamente, tomando decisões a partir dessas realidades percebidas individualmente”, afirma Benartzi.

Para o estudioso, a aversão à perda também faz com que os investidores relutem em tomar decisões de mudança. “A inércia está em jogo quando sabemos que deveríamos começar um programa de exercícios ou uma poupança para a aposentadoria, mas protelamos essa decisão porque achamos difícil dar o primeiro passo hoje”, diz o especialista.

Em suma, focamos muito mais no que podemos perder do que naquilo que podemos ganhar. E se abrir mão de uma fatia do salário de agora para uma velhice que parece tão longínqua exige muito do investidor, Benartzi dá dicas de como driblar esse impulso de procrastinação.

O passo a passo se baseia em estudos realizados pelo economista Richard Thaler, da Universidade de Chicago, que orienta os investidores a traçar um planejamento financeiro que exija um pré-comprometimento futuro. Isso porque apesar de adiarmos decisões imediatas, temos facilidade em imaginar sua execução no futuro. Afinal de contas, quem nunca prometeu cumprir as famosas resoluções de Ano Novo?

O segredo para poupar mais é aumentar sistematicamente a quantidade de dinheiro reservado diante de qualquer aumento do salário. Assim, a parcela que o investidor leva para casa nunca sofrerá uma diminuição, evitando que ele seja exposto ao sentimento de perda.

Além disso, essa taxa de contribuição deve continuar crescendo à medida que ele subir na carreira. A possibilidade de abandonar o plano a qualquer momento também aumenta o apelo à adesão. “O simples fato de poderem fazer isso, deixa os investidores mais confortáveis a respeito da possibilidade de poupar”, emenda o economista Shlomo Benartzi.

Seguindo exatamente essas diretrizes, uma companhia de médio porte norte-americana implementou o SMarT (Save More Tomorrow, ou Poupa Mais Amanhã) entre seus funcionários em 1998. O intuito era aumentar a contribuição dos trabalhadores para o plano de aposentadoria. Em três anos e meio, o percentual do salário que dedicavam à previdência privada pulou de 3,5% para 13,6%. Como resultado, programas nesse molde são hoje oferecidos por mais da metade dos grandes empregadores norte-americanos.

Benartzi sustenta que existem várias semelhanças entre a dificuldade de contribuir para a previdência e a relutância em entrar no mercado. Para combater o medo de perder no mercado de ações, a dica é aplicar pouco, e em intervalos regulares.

Ele defende que as pessoas são muito sensíveis ao chamado de "ponto de referência". E quando todo a reserva financeira é aplicada em ações de uma só tacada, esse montante vira um parâmetro de cálculo muito acessível, já que perdas e ganhos são facilmente computados.

“A mente intuitiva, guiada pelas intuições, iria responder negativamente às perdas”, diz Benartzi. Com um pouco do dinheiro sendo investido de cada vez, o investidor elimina o ponto de referência óbvio, e, por consequencia, as chances de tomar decisões irracionais guiado pelo medo de ver o dinheiro escorrer pelo ralo.

Timing para comprar e vender

Comprar ações na baixa e vendê-las na alta. Repetida em exaustão, a fórmula parece simples. Segundo o estudo de Benartz, entretanto, identificar o momento exato para negociar os ativos é uma tarefa árdua. Uma pesquisa com 66.465 norte-americanos revelou que, em seis anos, os investidores mantinham inalterado apenas 25% do portfólio original. Mas as mudanças não implicaram retorno palpável – os custos das negociações diminuíram o rendimento médio em 3,7%.

Aqueles que faziam mais transações amargaram um resultado ainda pior: o resultado de alterar a carteira inteira mais que duas vezes no ano foi uma redução de 10,3% nos lucros.

Para Benartzi, os movimentos do mercado fogem à exclusiva correção lógica: até a derrota de um time de futebol em uma competição mundial consegue afetar o desempenho do Bolsa. “A maioria das pessoas simplesmente não tem tempo ou know how para identificar ações sobrevalorizadas ou baratas demais”, acredita.

A solução para não cair na tentação de tentar ajustar o timing e sair perdendo também se assenta no pré-comprometimento. Quem conta com a ajuda de um consultor financeiro, por exemplo, pode discutir com muita antecedência a decisão a ser tomada no caso de tombos ou valorizações da ordem de 25%.

Na opinião de Benartzi, balancear o investimento com aplicações conservativas e um pouco mais arriscadas seria o primeiro passo para se resguardar. No caso do mercado afundar, o brasileiro que tiver alocado um bocado do portfólio na renda fixa contará com a garantia de receber os generosos juros pagos pelos títulos do governo, ao invés de perder tudo.

Em segundo lugar, uma componente psicológica que ajuda o investidor a se ater ao plano pré-concebido é a assinatura de um papel que descreva essa estratégia, o que também deve ser feito por seu agente de investimentos. “A formalização não servirá como um contrato legal”, explica Benartzi. “Mas o simples fato de colocar tudo na ponta do lápis ajudará as duas partes a resistirem aos impulsos intuitivos.”


Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/como-ganhar-na-bolsa-sem-perder-a-cabeca

Por que os vinhos são tão caros no Brasil

Carga tributária representa mais de 83% do preço dos vinhos importados e contribui para estagnar o consumo da bebida no país



Nos EUA, o premiado Syrah vale 55 dólares. No Brasil, pode custar cerca de 280 reais.

Quem viaja para o exterior sabe bem que comprar vinho nos Estados Unidos, na Europa ou mesmo em países vizinhos do Brasil pode ser bastante vantajoso. Preços acessíveis e rótulos de qualidade lotam gôndolas, seja em pequenos armazéns ou grandes supermercados. Ao retornar para casa, é sempre a mesma decepção. O mesmo rótulo que no exterior era uma barganha sai no país por uma pequena fortuna.

Há anos, o consumo de vinhos finos está estagnado no Brasil, sem conseguir ultrapassar a insignificante marca de dois litros per capita por ano. De acordo com Júlio Fante, presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), 70% correspondem ao consumo de vinhos populares.

Comparando com países vizinhos, a quantidade consumida em todo o Brasil é pífia. No Paraguai, país sem qualquer tradição no setor vitivinícola e terra do mate, o consumo é de quase 5 litros por ano. Até mesmo no Vaticano se consome mais vinho que o Brasil. Lá, aproximadamente 66 litros da bebida de Baco passam pelo gargalo das garrafas em direção às taças do alto clero.

Um peso no orçamento dos brasileiros, vinhos importados encaram duras barreiras tributárias para passar pela fiscalização dos portos até que, por fim, consigam entrar em território nacional. Os altíssimos impostos pagos pelos rótulos associados à falta de conhecimento dos brasileiros sobre a bebida, por ainda considerarem capricho de elite ou de difícil paladar, impactam negativamente no consumo da bebida no Brasil e complicam a expansão.

Para se ter uma ideia, de acordo com números do Instituto Brasileiro de Pesquisa Tributária (IBPT), a carga tributária total que incide sobre o preço de uma garrafa, produzida fora do Brasil e da zona de influência do Mercosul, é responsável por 83,4% do preço pago pelo consumidor final. Por incrível que pareça, o peso dos impostos nos importados é muito maior do que o que incide em armas de fogo, por exemplo, cuja carga tributária gira em torno dos 65% de seu valor final.

“Enquanto na Espanha o vinho é considerado complemento alimentar, no Brasil ele sofre tratamento tão duro quanto de armas”, lamenta Ciro Lilla, proprietário de uma das maiores importadoras do país, a Mistral, e considerado uma das pessoas mais influentes do mercado do vinho no Brasil.

Uma garrafa de vinho importado carrega o peso do IPI, ICMS, COFINS, tributos sobre salários, IRPJ, CSLL, além do Imposto de Importação. “Isso sem contarmos frete internacional, que ainda pode chegar a 27%, e taxas burocráticas, referentes à entrada de contêiners no porto de Santos, que é um dos mais caros do mundo”, contabiliza. Ou seja, vinhos importados pagam os mesmos impostos dos vinhos nacionais, além de outras despesas de transporte e afins. O que pode fazer com que uma garrafa qualquer chegue no Brasil valendo quatro vezes mais do que no exterior.

Nem mesmo para os vinhos nacionais existe qualquer incentivo fiscal que ajude a aguçar o paladar do consumidor e o leve a comprar uma garrafa para experimentar. De acordo com números do IBPT, no preço final de um vinho produzido em solo brasileiro, cerca de 64% é puro imposto.

Países signatários do Mercosul levam uma pequena vantagem em todo esse processo. Acordos alfandegários permitem que vinhos provenientes do Chile ou Argentina não paguem o imposto de importação, que, sozinho, é responsável por cerca de 20% de toda a carga incidente. E é por este motivo que os vinhos sul-americanos chegam ao país custando o mesmo, ou algumas vezes pouco mais, que os exemplares brasileiros.

Concorrência

Pois há quem diga que é preciso aumentar, ainda mais, os tributos para os exemplares importados, uma vez que são erroneamente, segundo especialistas, considerados concorrentes diretos dos vinhos brasileiros. Se existem representantes da indústria nacional a favor de um aumento dos tributos como maneira de incentivar a produção e o consumo cada vez maior dos rótulos nacionais, Lilla é taxativo e acha incabível a hipótese de que um rótulo possa concorrer com outro. “Vinhos são como obras de arte, livros ou mesmo filmes. É impossível de comparar um com outro”, diz.

Além disso, há o lado positivo de se ter uma vasta gama de uvas, safras e vinícolas diferentes, independentes da procedência, disponíveis para a compra no Brasil. Alexandra Corvo é professora de sommellerie e experimenta, anualmente, cerca de 1.500 rótulos nacionais e internacionais. Ela acredita que o acesso aos importados deve ser visto como um estímulo para o desenvolvimento do setor no país.

A indústria vitivinícola nacional, de qualidade, explica ela, é jovem demais e precisa amadurecer. “Se não fosse pela abertura de mercado, o Brasil ainda estaria produzindo vinhos inexpressivos como antigamente”, explica a sommelière ao comentar a ideia de que vinhos importados são vistos como concorrentes dos nacionais. “O vinho brasileiro tem mudado para melhor, mas não vejo motivo para considerar um concorrente do outro. Cada região tem seu estilo”.

Alexandra faz parte do coro de consumidores assíduos da bebida que lamentam os altos preços pagos por vinhos no Brasil , os quais considera “abusivos e absurdos”.

Mais custos

No ano passado, Guido Mantega, Ministro da Fazenda, anunciou uma medida que trouxe ainda mais lenha para a fogueira da indústria vitivinícola nacional: a adoção de um selo fiscal, cujo objetivo é controlar a relação do produtor ou importador com o fisco, esquentando ainda mais o debate acerca dos altos valores pagos por uma simples garrafa de vinho no país. A partir de janeiro de 2011, todos os vinhos devem vir com o selo que indica que o pagamento do IPI foi devidamente realizado.

Grandes representantes da indústria nacional se posicionaram a favor da medida, sob a justificativa de que iria coibir o contrabando e organizar o setor. Do outro lado, importadores e pequenos produtores de todo o país consideram a adoção da medida um retrocesso.

Lilla é um dos porta vozes do lado contra a aplicação da medida. Ele considera um lobby de grandes produtores gaúchos para atrapalharem ainda mais a chegada de vinhos importados ao país, favorecendo então os vinhos nacionais. Mas não necessariamente o aumento do consumo da bebida no país ou tornando o acesso à garrafas de diferentes vinícolas mais acessíveis ao grande público.

“Empresas nacionais contam com linhas mecanizadas de engarrafamento. Portanto, a aplicação do selo gera um custo de quase nada para eles”, explica. O problema vai ficar na mão dos pequenos produtores, que terão de aplicar na mão, tornando o processo de rotulamento mais lento e trabalhoso, e dos importadores, que terão de abrir caixas delicadas para a aplicação do selo, produzido em papel moeda, nos próprios armazéns, ao custo de trinta centavos por garrafa. É importantíssimo frisar que um contêiner contendo uma bebida produzida de maneira tão artesanal quanto o vinho deve ser refrigerado, com a temperatura ambiente rigorosamente controlada.

Por outro lado, representantes da indústria nacional, como a Ibravin, que acreditam o selo é uma maneira eficiente de controlar o contrabando, falsificação e sonegação dos impostos no setor, além de evitar a adulteração da bebida. Segundo Fante, o selo exige mão de obra e pode aumentar um pouco o custo, no entanto, é preciso de uma ferramenta que coloque o parreiral em ordem.


Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/consumo/noticias/por-que-os-vinhos-sao-tao-caros-no-brasil

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quando as filhas tornam-se mães

Maternidade pode mudar relação de mulheres com suas mães


Chegamos ao mundo extremamente dependentes. Levamos muito tempo para controlar nossos movimentos a ponto de nos tornarmos capazes de sobreviver. Precisamos de meses para caminhar, para nos comunicarmos, para nos protegermos ou nos alimentarmos sozinhos. Quis a natureza, para que pudéssemos desenvolver mais capacidades, que nosso cérebro continuasse a amadurecer após o nascimento, o que nos torna uma espécie muito evoluída, mas paradoxalmente muito dependente ao nascer.

Dessa forma, a presença de um adulto que nos proporcione todos os aprendizados do início da vida não é só romanticamente desejável, mas fundamental para a sobrevivência. Em nossa sociedade esse papel é assumido prioritariamente pela mãe, fato mais que justificável, já que é no corpo dela que somos gerados. E apesar dos pais estarem cada vez mais presentes no início da vida, é geralmente a mãe o primeiro adulto que nos dá colo, afeto, carinho e cuidados. É por isso que nossa relação com ela, ou a ausência dela, nos marca profunda e intensamente.

No início da vida, à medida que passamos a compreender um pouquinho a existência, vivemos uma fase linda de adoração desse ser que nos parece perfeito. Mesmo quem tem uma mãe ausente, também pode criar uma fantasia positiva dela. Exaltamos todas suas qualidades, sua disponibilidade para nós e seus cuidados. A mãe é a nossa salvadora, a que nos deu condição de estarmos vivos. Também pode ser comum acharmos que ela é linda, perfeita, e que está sempre certa. E com o passar dos anos tendemos a transitar entre duas reações extremas: estender ao máximo essa relação de dependência ou nos rebelarmos e fazermos de tudo para sermos autossuficientes.

Como enxergamos nossas mães ao longo da vida?

As filhas "rebeldes" passam a ter cada vez mais autonomia e na adolescência já são capazes de tomar conta do próprio corpo, da alimentação, e gostam de pensar que são totalmente independentes. E nessa fase podem ficar bem críticas em relação àquela que antes era admirada e protegida. Já as filhas mais dependentes se recusam a crescer e demoram muito para se sentirem capazes de assumir a maternidade. Preferem se comportar eternamente como filhas e rejeitam a ideia de um dia serem mães seguras e independentes.

Em qualquer um dos grupos e quaisquer que sejam as características daquela que nos criou, pensamos que a forma de nossas mães exercerem a maternidade nunca está certa. Se a mãe é muito disciplinadora, idealizamos uma mãe companheira e compreensiva. Se ela é amiga e aberta ao diálogo, queremos uma mãe que não se confunda conosco e que não seja lembrada ou requisitada por nossos amigos. Sem consciência de que preparar-se para a vida vai além de sobreviver fisicamente - já que também envolve aspectos psicológicos, mentais e emocionais que requerem muito amadurecimento - é natural que a filha se contraponha, critique e se distancie. Na verdade, ela está procurando seu próprio caminho, seu próprio jeito de ser mulher e de, no futuro, ser mãe.

O desafio da maternidade

Então a vida caminha e surge o momento que essa filha se torna mãe. E tenha ela se preparado ou não, esteja pronta ou não, a maternidade será sempre um grande desafio. Porque então chega o momento que nos deparamos com a possibilidade de corrigir tudo aquilo que julgávamos "errado" na maneira de ser de nossas mães. E é quando descobrimos que as decisões que envolvem a maternidade não são nada fáceis.

Ser mãe é muitas vezes exigir demais de si e se sobrecarregar de culpas extremas. Queremos acertar sempre, não errar jamais e temos a pretensão de que existem respostas certas e absolutas quando se trata da criação de filhos. Queremos acreditar nisso e também nos nossos próprios "superpoderes".

Mas quando nos deparamos com a realidade de que somos limitados mortais em nosso caminho de evolução é que finalmente olhamos para nossa mãe com outro olhar. Porque aí não podemos mais fingir que ela ainda é a "super mulher" ou a "super vilã". Temos que olhar pra um ser humano cheio de virtudes e falhas, cheio de certezas e de contradições e enxergar alguém que um dia se permitiu errar. E é justamente por esse motivo que estamos aqui. Então o olhar da filha volta a se enternecer diante daquela figura que, independente de erros e acertos, correu riscos e nos trouxe ao mundo.


Fonte: http://www.personare.com.br/revista/casa-e-familia/materia/1425/quando-as-filhas-tornam-se-maes