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quarta-feira, 1 de junho de 2011

8 jeitos de comprar felicidade com dinheiro

Pesquisadores mostram os bens e serviços que enchem o cérebro de felicidade



Estudo revela que é possível ser mais feliz ao gastar com qualidade.

Se o dinheiro pode comprar uma vida mais confortável e despreocupada, então porque raios há tanta gente rica e infeliz? Por que o efeito que o dinheiro exerce sobre a felicidade das pessoas nunca é considerado um fator de peso em estudos sobre a satisfação e felicidade dos seres humanos? Ao menos de acordo com uma pesquisa conduzida pelo Journal of Consumer Psychology e divulgado pelo repórter Jack Hough, do site SmartMoney.com, a resposta é simples: a maioria das pessoas não compra a felicidade com o dinheiro porque sabe gastar.

Estudar a felicidade pode ser uma área nebulosa, uma vez que os fatores que impactam sobre esse sentimento são extremamente subjetivos. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores de instituições como a Universidade de Harvard uniu uma série de evidências científicas, apuradas a partir de ressonâncias cerebrais e níveis de cortisol presentes na caixa craniana daqueles que participaram dos estudos. A partir dos resultados, conseguiram formular oito passos para que uma pessoa gaste seu dinheiro com qualidade e obtenha felicidade. Cada um deles é explicado nos próximos parágrafos:

1 – Faça uma viagem ao invés de trocar seu carro

Compre experiências ao invés de coisas materiais. Estudos anteriores já revelaram que é possível obter mais felicidade a partir de experiências vividas do que com objetivos adquiridos. Para os pesquisadores, a razão pode ser porque vivências são capazes de fazer com que a mente fique focada no presente. Outro motivo é o fato de que as pessoas revisitam boas lembranças com frequência e, em contrapartida, se adaptam rapidamente as coisas materiais, enjoado com mais facilidade de um computador novo que da lembrança de uma viagem para a África, por exemplo.

2 – Ajude o próximo (por motivos egoístas)

Não ajude outros seres humanos porque você é uma boa pessoa. Ajude porque faz com que se sinta bem consigo mesmo. Relacionamentos sociais complexos e que incluem pessoas de fora do círculo familiar é mais um fator que diferencia seres humanos dos outros animais. Quase tudo o que se faz para alimentar as relações interpessoais alimentam a felicidade.

3 – Compre coisas pequenas ao invés de um home-theater

Mais uma vez, o problema com posses materiais é que as pessoas tendem a se adaptar rapidamente a elas. Uma solução é focar em pequenas compras ao invés de comprar bens mais caros. De acordo com o estudo, obter prazer com frequência tem impactos positivos mais fortes nos níveis de felicidade de uma pessoa do que a intensidade com a qual este prazer é obtido. Portanto, compre um chocolate ou vá ao cinema.

4 – Evite seguros desnecessários

Para os autores deste estudo, a questão dos seguros é um ponto polêmico. A ideia é que seres humanos se adaptam com facilidade tanto a situações prazerosas quanto a circunstâncias desconfortáveis. Exemplo: o notebook quebrado não vai acabar com a vida de ninguém, portanto, não há motivo para a contratação de um seguro que tenha essa cobertura. "“O problema com essa ideia é que não está claro se o fato de se sentir seguro faz uma pessoa mais feliz", explica Elizabeth Dunn, coautora da pesquisa. Para Hough, do site Smartmoney.com, os seguros são serviços caros por natureza. Uma boa estratégia é considerá-los uma multa a ser assumida por não ter dinheiro suficiente para pagar por perdas catastróficas, como residências e carros. Portanto, contrate apenas o essencial.

5 – Pague à vista

Cartões de crédito, empréstimos pessoais e financiamentos são artifícios disponíveis para quem quer adquirir algo agora e pagar no futuro. O preço final, portanto, é acrescido de acordo com os juros incidentes sobre o saldo devedor. Neste ponto existem dois argumentos possíveis, um de ordem financeira e prática e outro de cunho sentimental. Muitas pessoas acreditam que o prazer só é atingido quando se adquire alguma coisa no exato momento em que o desejo de tê-la surge. No entanto, a intensidade do prazer que tal compra pode trazer é igual quando se junta dinheiro e efetiva a aquisição no futuro, pagando à vista. E o comprador ainda fica livre de dívidas.

6 – Pense em coisas negativas antes de gastar

Casa de praia precisa de manutenção e uma viagem para a Europa o fará ficar 10 horas sentado num avião. A maioria das pessoas não considera os aspectos negativos de uma compra. E, para maximizar a felicidade, também é preciso pesar os dois lados da moeda de tudo. É ótimo sonhar com a primeira manhã em uma deliciosa casa de frente para sua praia favorita. Mas depois dessa fantasia, desprenda uns minutos pensando em como seria o centésimo dia com mais essa propriedade para administrar no seu patrimônio.

7 – Não seja exigente

É desgastante passar semanas atrás de uma máquina fotográfica que tenha um milhão de funções, quando na realidade tudo o que a maioria das pessoas precisa é de um modelo rápido o suficiente para registrar momentos efêmeros. Concentre-se no que de fato importa. A ideia vale para quem procura por um imóvel. Dê preferência para uma casa menor, bem iluminada e localizada numa boa vizinhança, mesmo que a mesma não tenha o piso sonhado.

8 – Aposte no senso comum de vez em quando

Um dos melhores indicadores de felicidade de uma compra é se ela já trouxe prazer e felicidade para um grande número de pessoas. Então, deixe de lado, pelo menos por uma noite, longas da escola de cinema soviético e vá ao cinema assistir o filme que está no primeiro lugar entre os mais vistos. Personagens superficiais e discussões poucos intelectualizadas muitas vezes podem render boas risadas.


Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/8-jeitos-de-comprar-felicidade-com-dinheiro?page=1&slug_name=8-jeitos-de-comprar-felicidade-com-dinheiro

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como lidar com crises na vida a dois

Supere dificuldades no casamento de maneira construtiva e criativa



Feliz ou infelizmente, casamento e crise podem caminhar lado a lado. Não podemos manter um relacionamento duradouro se não enfrentamos as crises naturais que essa relação acarreta. Mas por que naturais? Não dá pra ter um relacionamento sem crises? Talvez alguém em algum lugar conheça um jeito, mas na minha opinião não, não dá. Relacionamento é uma coisa dinâmica, envolve duas pessoas - e as pessoas mudam constantemente. Então, as crises são decorrentes desses inúmeros momentos de mudança que a vida nos apresenta.

Não se diz que quando pensamos que encontramos todas as respostas a vida vem e muda as perguntas? Pois é, com casamento também é assim. Quando parece que encontramos uma fórmula, um jeito perfeito de nos relacionarmos com aquela pessoa com o mínimo de conflito, alguma coisa acontece pra chacoalhar a relação. Porém, a boa notícia é que é possível passar por esses momentos de maneira construtiva e criativa, sem ter que viver intenso sofrimento e dores intermináveis, mas com maturidade e equilíbrio. E o melhor é que a relação tende a sair dessas fases mais amadurecida, mais completa e mais feliz.

A importância do toque

Por mais que as famosas DRs (discussões da relação) sejam importantes, muitas vezes devemos deixar de lado os motivos de nossos conflitos com o marido ou a esposa e proporcionar momentos de contato físico, não necessariamente, nem exclusivamente, sexual.

Pequenas ações no dia-a-dia, como dançar abraçados, trocar massagens, pentear os cabelos, e esfregar as costas no banho, podem promover avanços quando horas de discussão seriam infrutíferas. Isso acontece porque quando conversamos estamos racionalizando, ou seja, trazendo razão para a troca. Mas o amor, a relação, tem que manter presente o componente da emoção também. Além disso, sabemos que "uma ação vale mais que mil palavras".

Ao fim de toda e qualquer discussão, o importante é a renovação do compromisso que aquele casal firmou em estar junto para o que der e vier. E para que a renovação aconteça, tudo que queremos saber é que amamos e somos amados pelo parceiro. E o amor que vale nessa hora é representado pela nossa atitude, ao invés de teorias e palavras.

Então confira abaixo algumas dicas que podemos colocar em prática quando sentimos que há uma tensão no ar, quando há problemas e decisões a serem tomadas, quando há insatisfação com alguma atitude ou falta de atitude do parceiro e quando há medo ou insegurança quanto ao nosso desejo ou do outro em manter a relação.

  • Encontre uma forma de ficarem a sós e coloque uma música gostosa e romântica para dançarem. Não puxe conversa, não tente resolver nem discutir nada. Apenas tire seu par para dançar. Deixem-se levar pela música, troquem afeto, carinho e calor. Se há algo importante pra ser resolvido, deixe para depois. Se você está magoado(a), esqueça o motivo por algum tempo. Se seu parceiro quer discutir, proponha a ele ou ela que deixe a conversa para outra hora. A música, o toque, o cheiro talvez lembrem vocês dois os motivos pelos quais em algum momento da vida escolheram ficar juntos.
  • Fazer massagens nos pés, nas mãos, pentear os cabelos uns dos outros, cortar unhas, enfim, cuidar um do outro é uma atitude de intimidade, de proximidade, que alivia as tensões e pode diluir mágoas e ressentimentos. Mas nunca proponha receber antes de dar. Proponha que o outro receba primeiro. Doe seu carinho, seu cuidado, seu afeto. Espere a resposta. Quando duas pessoas estão dispostas a fazer uma relação funcionar, dar certo, seguir adiante - e isso é fundamental para que um entendimento ocorra -, certamente o recebedor do afago e do cuidado se sentirá propenso a retribuir.
  • Prepare o velho e bom escalda pés. Quem é que não ficaria profundamente agradecido por receber um delicioso escalda pés ao chegar a casa após um estafante dia de trabalho? E não tem nada de complicado em preparar esse momento especial pra seu amor. Água quente, uns sais aromáticos, óleos essenciais ou simplesmente sal grosso farão maravilhas para promover relaxamento e descanso. Se há algo para ser resolvido, depois de um escalda pés isso será muito mais fácil.
  • Surpreenda sua cara metade. Planeje uma pequena viagem, compre ingressos pra um show ou peça teatral, reserve um restaurante diferente. Se há problemas financeiros, programe um passeio num parque. Faça algo que tire vocês dois da rotina.

Quando a conversa é realmente necessária

Embora as dicas acima possam ajudar a resolver uma boa parte dos conflitos presentes no dia-a-dia dos casamentos, há momentos em que não podemos escapar de uma boa conversa. E nessa hora alguns cuidados podem também ajudar a enfrentar as crises.

  • Se o problema é bem objetivo, relacionado a dinheiro, aquisições, dívidas ou trabalho, a conversa precisa ser objetiva. Tenha à mão lápis e papel, máquina de calcular, contas e o que mais for importante para que a conversa chegue a um resultado prático. Por exemplo, vocês podem definir quem arca com quais despesas, como vocês farão economia, onde ficará o dinheiro, quem assume a parcela do carro novo ou como vocês vão comprar uma casa. Coisas objetivas devem ser escritas. Quem é por natureza objetivo vai se sentir seguro e quem é por natureza subjetivo vai poder recorrer a um papel para se lembrar do que foi combinado.
  • Se o problema é de ordem emocional, relacionado à família do outro, relação com a sogra, ex-marido ou ex-mulher e filhos de um outro relacionamento, o cuidado deve ser redobrado. Procure não dizer nada do que possa se arrepender mais tarde e, para isso, pense antes de falar. Reflita: Quais são seus argumentos? Eles são lógicos ou estão baseados em mágoas? O que você tem a dizer pode ser dito de uma maneira que não magoe o outro? Nunca tenha essa conversa num momento em que esteja com raiva ou irritado. Mas também certifique-se de que não ficará com nada importante "entalado" na garganta. Você tem que descobrir uma maneira de falar ao parceiro tudo aquilo que é fundamental para você.
  • Se é um problema de ordem sexual, de ciúmes, de carência, algo ligado especificamente a vocês dois, vale ainda mais a dica anterior. Pense no que vai dizer, mas descubra uma maneira de expor tudo o que é importante para você. Prepare o encontro, mas tenha flexibilidade de não tocar no assunto (mesmo que tenha seu discurso preparado!) se naquele dia sua cara metade perdeu uma pessoa querida, foi despedido ou ficou preso num congestionamento recorde. Ou ainda se foi um dia "daqueles" para você. Se ocorrer no momento adequado, a conversa poderá surtir bons resultados.

Viver e resolver crises no casamento pode não ser uma tarefa fácil, mas difícil também não é. Uma boa dose de paciência, persistência e cuidado farão com que vocês sintam uma crise como mais uma pedrinha no caminho que foi contornada ou que passaram por cima.


Fonte: http://www.personare.com.br/revista/amor/materia/1443/como-lidar-com-crises-no-casamento

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sua caixa de mensagens vive lotada?

Reflita sobre como ter tempo no dia-a-dia, priorizando as tarefas


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos" - Fernando Pessoa

Ouvimos e falamos o tempo todo. Tempo é dinheiro. Não tenho tempo. Meu dia precisava ter 48 horas. Onde vou arrumar tempo? "Tempo, tempo, tempo, tempo", como no estribilho da canção de Caetano Velloso, Oração ao Tempo. E aí ficamos atordoados, preocupados e não tratamos a nossa melhor unidade, o tempo, como deve ser tratada. Não lhe damos carinho, só reclamações. Não lhe damos descanso, só trabalho. Não lhe damos consideração, só atropelamos. Não lhe perdoamos de nada, somos implacáveis. E que tal começar a ver o tempo na sua real dimensão? Valorizá-lo, não barganhar. Só trocar quando for absolutamente necessário.

Quando eu era criança, o melhor quadrinho para mim era aquele em que o SuperHomem, com a sua super-velocidade, corria ao redor da Terra, dando a volta ao contrário, para fazer o tempo retroagir. Como eu gostava de imaginar que isso fosse verdade, sobretudo no dia após feriado... Queria continuar sem fazer nada, a não ser ler o que quisesse, brincar até me aborrecer. E ainda por cima, à noite, em minha casa, feriado era como domingo. Não tinha jantar, tinha lanche.

E lá vinha o horrível dia seguinte: arroz, feijão, legume, hora de tomar banho, de ir à escola, de "corre, você está atrasada para o ballet". Ou para o piano, ou para a declamação, ou para qualquer coisa que era sempre obrigação. Jamais estive atrasada para ver televisão, brincar, ler, comer pizza ou dormir à tarde.

Foi essa relação plantada na infância de todos nós: o tempo era dedicado só ao que devia ser feito, ao prazer e a diversão era o que sobrava. Hoje, adultos, ficou em nós a eterna e culpada sensação que falta tempo. Priorizamos as obrigações que só fazem crescer com a idade e o correr das mudanças do ciclo de vida. Casamos e aí vem o tempo a se dedicar ao companheiro. E também aos filhos, as atualizações que o trabalho exige, aos parentes idosos, aos amigos da vida inteira... E ao esforço diário de cuidar da manutenção.

Livre-se da caixa de e-mails lotada

O dilema é permanente. Começamos o dia com uma enorme caixa de entrada de emails que só parece crescer. O que escolhemos para responder ou ver: a oferta da compra coletiva, o convite da festa do amiguinho, o orçamento que o seu gestor pede pra ontem, mandar um cartão de agradecimento? E lá vem mais: marcar médico, cortar o cabelo que está um pavor, a sua mãe pediu para não deixar de ligar para sua madrinha. E a reunião que foi desmarcada? É de enlouquecer! E o tempo que se perde no trânsito?

Como fazemos para conviver com o tempo, esse senhor implacável? Primeiramente tratando-o muitíssimo bem. Dando-lhe importância. E vamos começar eliminando, por meio do planejamento de nossas ações, aquilo que pode ser eliminado. Que tal, ao invés de despejar o armário toda manhã, escolher a roupa de véspera? E evitar ver email que não lhe interessa, abrindo uma pasta para aquela colega de colégio desocupada que só lhe manda spam e textos longos? As mensagens ficam na pasta, longe da sua visão e longe de você gastar tempo abrindo.

Dizer que tempo é prioridade não é o que espelha o nosso dia-a-dia. Pense em sua vida como um grande show. As prioridades são a hora de entrar no palco, o momento de se arrumar para show, a vez de descansar depois do espetáculo e colher o sucesso. Então, faça como os grandes produtores e artistas: calcule seu tempo, troque coisas, enquanto a orquestra ensaia, troque de roupa. Enquanto fazem o acerto de luz, ensaie. Pense que tudo é bom quando é pensado com antecedência. Isso é tratar o seu tempo com carinho.

Faça como disse Caetano. Diga que ele é lindo. O deus tempo vai lhe retribuir.

"Por seres tão inventivo

E pareceres contínuo

Tempo tempo tempo tempo

És um dos deuses mais lindos

Tempo tempo tempo tempo"

"Oração ao Tempo", Caetano Veloso.



Fonte: http://www.personare.com.br/revista/carreira-e-financas/materia/1377/sua-caixa-de-mensagenLinks-vive-lotada

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Fim de ano, chance de recomeçar

Aproveite dezembro como um bom momento para passar a vida a limpo





Entra ano e sai ano, muita coisa se repete. Correria no final do ano para fazer compras, organizar e participar de eventos, atender a convites, lidar com a solidão ou com a casa cheia, planejar o pagamento de contas, administrar o tempo, driblar o cansaço... Depois chegam as famigeradas promessas que não se cumprem, todo tipo de plano que fica para a próxima segunda-feira, o próximo mês, o próximo ano. Vamos protelando as ações, esquecendo, ou tentando ignorar, que assim estamos protelando a vida.

O tempo que temos nas mãos é esse instante. O ontem são sequências de imagens que nos causam a ilusão de que ainda existem, porém não passam de memórias registradas em nosso íntimo. O amanhã é uma promessa constante que se realiza a cada dia, porém insistimos em não enxergar (o hoje é o amanhã do ontem). Persistimos na ideia de um amanhã que nos salvará de nossos medos, que atenderá todos nossos anseios, como num passe de mágica. Excluímos de nosso campo de visão duas palavras-chave: liberdade e responsabilidade.

Somos livres para criar e responsáveis pelas consequências advindas do que criamos. O seu hoje é o retrato da sua liberdade de ontem. Não agir? Ficar olhando o tempo passar ou simplesmente atropelá-lo? Tudo isso são escolhas veladas que fazemos ao negarmos a nossa responsabilidade sobre a vida que temos nas mãos.

Oportunidade de recomeçar

Finais de etapas carregam em si convites muito especiais, pois nos permitem lidar com a possibilidade de avaliar, ritualizar a passagem, recomeçar. Sentimos em nós algo diferente, como se o tempo remoçasse e nós embarcássemos junto. Mas para aproveitar essa dádiva precisamos de algo mais: um senso de responsabilidade (sim, ela de novo!) sobre o tempo que nos é oferecido dia a dia. Avalie com carinho, com certa dose de seriedade e outra de leveza: como foi o ano que passou? Como você viveu seu tempo?

Avalie cada campo de sua vida: saúde física, saúde mental, trabalho, família, espiritualidade, afetividade, sexualidade... Como você tem vivido cada um deles? Como você tem se cuidado? Se achar que pode lhe ajudar, anote, registre. Deixe que os sentimentos lhe apontem essa avaliação e aprofunde: quais aspectos precisam ser trabalhados? De que maneira posso viver mais plenamente?

A partir de uma avaliação sincera, inteira, interessada e amorosa de seu próprio processo, você pode dar outros passos. Aqueles ligados ao planejar. Não um planejamento rígido, mas uma definição de metas tangíveis e divididas em passo-a-passo. Dedique tempo e espaço para construir essa visão de propósitos. Registre da maneira que tenha mais a ver com sua alma: faça um mural com recortes de revistas e palavras-chave, elabore um planejamento com tópicos, escreva uma carta para si mesmo, faça uma obra artística que simbolize suas reflexões, enfim, escolha o meio que possa melhor traduzir suas impressões e seus ideais. E vá até o fim. Tome essa tarefa como um exercício de atenção para com você mesmo, por isso será importante concluir e ir acompanhando o que esse projeto irá despertando em você.

Não ceda à tentação de deixar para amanhã. Inicie seu novo projeto de vida já mudando este padrão de procrastinar, postergar, protelar. Dê um passo hoje, agora mesmo. Cuide-se, trate aquilo que se refere a você com todo zelo que se dedica a alguém muito amado: isso é exercitar a autoestima, isso é usar sua liberdade com responsabilidade para gerar bons frutos.

Prepare-se para uma nova etapa, para um novo ano, renovando já suas atitudes, apostando já em seu potencial criativo!


Fonte: http://www.personare.com.br/revista/voce-hoje/materia/1070/fim-de-ano-hora-de-autoavaliacao?utm_source=MailingList&utm_medium=email&utm_content=otavioavendano%40hotmail.com&utm_campaign=Newsletter+16%2F12%2F2010