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quarta-feira, 16 de março de 2011

Arqueólogo diz ter achado Atlântida



A famosa cidade perdida de Atlântida pode ter sido, mais uma vez, encontrada.

Uma equipe de arqueólogos liderada por um pesquisador americano diz ter achado fortes evidências que comprovam a localização da cidade na Espanha, ao norte de Cádiz. Segundo eles, Atlântida teria sido destruída por um tsunami e seus sobreviventes fundaram outras cidades espanholas.

As revelações foram feitas em um documentário especial transmitido este final de semana nos Estados Unidos pelo canal National Geographic. Para o professor Richard Freund, da Universidade de Hartford, o que dá mais credibilidade à descoberta não é somente a evidência física de uma cidade submersa, mas a constatação de que outras cidades teriam sido construídas pelos sobreviventes de Atlântida, prestando uma homenagem à sua terra desaparecida.

Tudo isso é, por enquanto, ainda uma especulação – como tantas outras que, de vez em quando, surgem sobre a cidade. O filósofo grego Platão foi o primeiro a descrever Atlântida em 360 AC. A ilha seria uma grande potência que, do dia para a noite, simplesmente sumiu.

Nesses dois mil anos de especulações, muitos acreditaram que a história era apenas um mito criado pelo filósofo; já outros crêem que a cidade foi sim real. Para uns, Platão estava descrevendo a civilização cretense e sua ilha vizinha, Santorini, que foi devastada por uma erupção vulcânica por volta de 1600 AC. No entanto, não há nenhum prova de que a ilha seja a mesma descrita pro Platão – e nem sequer há provas de que Platão estivesse realmente descrevendo um local real.

Ainda assim, dezenas de equipes de arqueólogos já apontaram sítios que se encaixam na suposta localização da cidade. A mais nova empreitada, da equipe do professor Freund, usou as descobertas feitas em 2004 pelo alemão Rainer Kuhne. Ele identificou estruturas estranhas em imagens tiradas por satélites nos pântanos do rio Guadalquivir, nordeste de Cádiz. As sombras geométricas pareciam lembrar uma cidade anelar.

O time de Freund utilizou então fotos de satélites, radares e mapeamento digital para localizar outros objetos no chamado Parque Dona Ana – a mais de 96 Km da costa. Mesmo se provado que se tratava de uma antiga cidade, as ruínas não provam que esta cidade seria Atlântida. Daí a importância de objetos e construções descobertas na região e em outras antigas cidades espanholas que teriam sido feitas pelos refugiados da cidade, sobreviventes do tsunami. Essas outras construções prestariam uma homenagem à Atlântida.

As descobertas já foram criticadas por outros grupos de arqueólogos que curiosamente, também buscam encontrar a cidade perdida de Platão. Talvez, o que todos eles acabem por descobrir, é que a beleza de Atlântida pode estar justamente no fato de a cidade ser, para sempre, um grande mistério.


Créditos: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/arqueologo-diz-ter-achado-atlantida-15032011-18.shl

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

População aprova proibir sacolas plásticas


Getty Images

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Curitiba é escolhida a cidade mais verde da América Latina

A capital do Paraná obteve a distinção de metrópole mais verde entre outras 17 da América Latina

Thomas Koch Boras/Wikimedia Commons

O jardim botânico de Curitiba, cartão postal da cidade eleita a mais verde da América Latina

Cidade do México - A cidade de Curitiba, capital do Paraná, obteve no último domingo a distinção de metrópole mais verde entre outras 17 da América Latina, segundo um estudo sobre meio ambiente apresentado pela empresa alemã Siemens e a unidade de estudos da revista britânica "The Economist".

No marco da Cúpula Climática Mundial de Prefeitos (CCLIMA), realizada no México, se apresentou pela primeira vez o Green City Index (GCI) da América Latina, classificando Curitiba, com 1,7 milhão de habitantes, como a única cidade "muito acima" da média quanto a normas ambientais.

Seguida dela, no segundo dos cinco níveis, ficaram outro grupo de cidades como Bogotá, capital da Colômbia; e Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Resultados "aceitáveis" na classificação foram obtidos pela colombiana Medellín, Cidade do México, Puebla e Monterrey, Porto Alegre, Quito e Santiago do Chile, colocadas no terceiro nível.

"Abaixo da média", o quarto nível em termos ambientais, ficaram Buenos Aires e Montevidéu, enquanto a mexicana Guadalajara e Lima, capital do Peru, estiveram um nível mais abaixo, "muito abaixo" da média, no nível mais baixo.

O novo índice considerou as variáveis de eficiência energética e emissões de dióxido de carbono (CO2), uso do solo e edifícios, tráfego, resíduos, água, situação das águas residuais, qualidade do ar e agenda meio ambiental de Governo.

O GCI pretende se transformar em um indicador que ajude a conscientizar as autoridades municipais sobre as necessidades de desenvolver políticas sustentáveis, explicaram os responsáveis pelo estudo.

"A ferramenta permitirá às cidades aprender mais de suas respectivas situações e fomentará a troca sobre estratégias eficazes partindo de uma base objetiva", disse Pedro Miranda, executivo da Siemens e diretor do estudo.

Segundo Leo Abruzzese, diretor global da Unidade de Inteligência de "The Economist", "o estudo demonstra que as cidades que seguem uma colocação integral alcançam resultados muito notáveis".

A metodologia do GCI foi empregada pela primeira vez com cidades europeias há um ano em outro estudo apresentado pela Siemens e "The Economist" com o apoio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco Mundial (BM).

Aquela vez se tornou público o resultado em Copenhague dentro da 15ª Conferência das Partes da ONU sobre a Mudança Climática realizada em dezembro de 2009.


Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/curitiba-e-escolhida-a-cidade-mais-verde-da-america-latina